Kartoffelsalat (Salada de batatas)

Kartoffelsatalt (salada de batatas à moda alemã). Foto: Marco Verch/ccnull.de

Um clássico da culinário alemã, a Salada de batatas varia de acordo com a região da Alemanha, sendo que a principal diferença que caracteriza a Kartoffel salat do sul e do norte do país é a maionese: no sul da Alemanha, a maionese não faz parte da receita, ao contrário do norte.

Aceita uma sugestão? Experimente fazer Kartoffelsalat dos dois jeitos!

Ingredientes:

  • 1Kg de batatas cozidas sem sal
  • 1 cenoura cozida cortada em cubos
  • 1 cebola picada finamente
  • 1 cubo de caldo de legumes dissolvido em uma xícara de água (200ml)
  • 1 colher (sopa) de mostarda amarela
  • 2 colheres (sopa) de vinagre
  • 1 colher de sopa rasa de açúcar
  • 100ml de azeite de oliva
  • 1 colher (chá) de sal (ajuste a quantidade ao seu gosto no final da preparação)
  • 1 colher (sopa) de salsinha picada
  • OPCIONAL: 1 maçã Fuji ou verde, sem casca, picada
  • OPCIONAL: Maionese de boa quantidade, a gosto
  • OPCIONAL: 2 ovos cozidos (gema dura), cortadas em fatias

Modo de fazer:

  1. Cozinhe as batatas até que fiquem macias, descasque-as e corte, ainda quentes, em cubos. Aproveite para cozinhar a cenoura descascada e corte em cubos. Reserve em uma tigela grande.
  2. À parte, dissolva o caldo de legumes na água quente e acrescente a mostarda, vinagre, açúcar e o sal.
  3. Derrame a mistura líquida na tigela das batatas e misture bem. Deixe marinando por alguns minutos (cerca de 15 minutos).
  4. Passado o tempo, acrescente a cebola picada, o azeite, a salsinha e os ingredientes opcionais (maçã e maionese). Misture delicadamente.
  5. Tampe e deixe na geladeira por pelo menos 2 horas para apurar o sabor.

Striezel

O Striezel (ou Strietzel) é um pão doce tradicional da culinária alemã e austríaca. Na região central e leste da Alemanha ele lembra o Stollen, mas na Bavária e Áustria ele é tradicionalmente trançado e também conhecido como Allerheiligenstriezel (Striezel de Todos os Santos), porque é feito para a Festa de Todos os Santos e a forma de trança é associada com os cabelos trançados, que expressam luto.

Ingredientes:

500g de farinha de trigo para pães
1 pitada sal
80gr de manteiga sem sal
80gr de açúcar de confeiteiro
1 gema de ovo
30g de fermento fresco para pães
250ml de leite morno
40g de uvas passas

Modo de fazer:

1- Em uma tigela, misture os ingredientes secos.

2- Amasse o fermento com um pouco do açúcar e acrescente o leite

3- Abra uma cova no meio da tigela com os ingredientes secos e despeje o fermento. Cubra a mistura com um pouco da mistura de ingredientes secos. Aguarde 10 a 15 minutos até que a cobertura de farinha comece a rachar.

4- Misture o conteúdo da tigela. Acrescente a gema. Sove por 10 a 15 minutos até a massa estar lisa e elástica. Cubra e deixe crescer por aproximadamente 30 minutos.

5- Acrescente as uvas passas e misture até incorporar. Divida a massa em 9 partes para fazer uma trança com 4 partes por cima de 3 partes por cima de 2 partes.

6- Deixe crescer novamente até dobrar de volume.

7- Asse por aprox. 30 minutos no forno pré-aquecido a 200 graus.

8- Pincele com a manteiga e polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Stollen da Oma (Pão de Natal)

Stollen. Foto: pxhere.com

Você lembra do Natal quando vê um panetone? Na Alemanha, é o Stollen que provoca esta lembrança. O Stollen é um tipo de pão doce amanteigado, recheado de frutas cristalizadas, uvas-passas e amêndoas ou marzipã, mais úmido e de textura mais firme que o panetone, mas extremamente aromático e saboroso. O aroma do Stollen é o aroma do Natal para muitas famílias alemãs!

A origem do Stollen remonta ao final da Idade Média. Naquela época, o período de Advento (as quatro semanas que antecedem o Natal) era um período de penitência e neste período o povo era proibido de comer manteiga; por isso, as receitas eram preparadas com óleo de colza e ficavam pesadas e com gosto pouco agradável. Pior: na Saxônia, o óleo era muito caro e difícil de encontrar. Então os padeiros locais pediram que o Príncipe Eleitor pedisse ao papa que liberasse o uso da manteiga. O primeiro pedido, feito ao papa Nicolau V em 1450, foi negado. Um segundo pedido, feito a Inocêncio VIII em 1490 foi aceito e a manteiga foi liberada mediante o pagamento de uma taxa para a construção da Catedral de Freiberg. Para marcar a ocasião, os padeiros de Dresden desenvolveram a receita do que é hoje o mais conhecido Stollen, o Dresdner Christstollen, que é produzido até hoje por cerca de 150 casas especializadas que podem ostentar o selo de origem da iguaria.

Vocês vão notar que a receita da Oma usa grandes quantidades dos ingredientes… Era costume da família preparar o Stollen para presentear a família e os amigos. E também os vizinhos, pois o perfume do Stollen invade toda a vizinhança! Se desejar, diminua proporcionalmente os ingredientes para preparar quantidades menores.

Ingredientes:

  • 2Kg de farinha de trigo
  • 875g de manteiga sem sal
  • 300g de açúcar refinado
  • 875g de uvas passa pequenas, douradas e escuras.
  • Rum ou conhaque suficiente para marinar as uvas passas
  • 75g de cidra cristalizada
  • 75g de casca de limão cristalizado
  • 175g de amêndoas sem pele
  • 1/2 fava de baunilha (ou extrato de baunilha)
  • Casca ralada de um limão
  • 1/2 litro de leite morno
  • 1 colher de chá de essência de amêndoas amargas
  • 1 pitada de sal

Modo de fazer:

1- Alguns dias antes da preparação, misture o rum ou conhaque com as uvas passa e deixe marinando na geladeira.

2- Em uma tigela, coloque a metade da farinha e faça uma cova no meio. Dissolva o fermento com metade do açúcar e metade do leite, despeje na cova, cubra com farinha das laterais e deixe descansar por 10 ou 15 minutos, até a farinha sobre o fermento rachar. Enquanto isso, corte a manteiga (em temperatura ambiente) em pedaços e misture à outra metade da farinha com o sal.

3- Passado o tempo, acrescente o restante do açúcar e do leite e misture bem. Acrescente os demais ingredientes e a farinha misturada com a manteiga aos poucos, sovando por 10 a 15 minutos até a massa estar lisa e elástica. Cubra e deixe descansar até dobrar de volume.

4- Divida a massa em 8 ou 10 partes. Abra cada parte sobre uma superfície enfarinhada até formar um retângulo com 3 ou 4 cm de altura. Dobre a massa sobre si mesma no sentido do comprimento, deixando aproximadamente 1/4 sem cobrir. Coloque em uma forma untada com manteiga, cubra e deixe descansar por 1 hora em local aquecido e sem corrente de ar.

5- Asse em forno pré-aquecido a 160 graus por aproximadamente 1 hora, até que estejam dourados.

6- Depois de assado, tire do forno. Retire as uvas passa que ficaram de fora porque elas estarão ressecadas e amargas, e pincele a manteiga (que deve, ainda assim, derreter na superfície do Stollen). Finalize espalhando uma camada generosa de açúcar de confeiteiro com o auxílio de uma peneira fina.

7- Deixe esfriar completamente na forma. Em seguida, embrulhe em papel celofane e deixe descansando em local fresco e escuro.

Chucrute (Sauerkraut)

Chucrute / Sauerkraut. Foto: pxhere.com

Chucrute é quase sinônimo de alemão… Irônico, porque chucrute em alemão é Sauerkraut! O nome, na verdade, pouco importa: o fato é que o chucrute, que nada mais é do que uma conserva de repolho, é conhecido em todo o mundo e muito consumido, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.

As origens do chucrute são bem antigas. Há relatos da prática de conservar o repolho em sal já na China de 2000 a.C e tratados romanos que falam do assunto. O chucrute chegou a Europa provavelmente trazida pelos Tártaros, povo que originalmente habitava o deserto de Gobi e migrou para o oeste, chegando à Rússia e Europa Central. A popularidade do chucrute deve-se também ao fato dele ser uma fonte de nutrientes disponível durante o inverno europeu e uma forma prática de alimentação durante viagens marítimas, combatendo, inclusive, males como o escorbuto.

O chucrute caseiro é um alimento saudável e muito benéfico ao organismo:

  • probiótico natural, com lactobacilos vivos (quando não pasteurizado e não cozido)
  • rico em enzimas e fibras
  • rico em vitaminas B6, C e K
  • rico em ferro
  • fonte dos antioxidantes luteína e zeaxantina, associados à boa saúde dos sistema ocular
  • remédio popular para tratar úlceras no estômago
  • a água do chucrute é um remédio popular contra aftas, usado para fazer bochechos, e o próprio chucrute costuma ser colocado sobre a afta para ajudar no tratamento.

Uma advertência: devido ao processo de preparação, o chucrute contém alto teor de sódio e de tiramina. Hipertensos e pessoas com problemas na tireóide devem consumir o chucrute com moderação.

O chucrute caseiro é muito fácil de fazer (bastam apenas alguns cuidados durante o tempo de fermentação) e acompanha muitos pratos.

Ingrediantes:

  • 1 repolho grande
  • 1 colher de sopa de sal marinho

Modo de fazer:

1- Lave muito bem o repolho e descarte as folhas externas e o miolo.

2- Reserve duas ou três folhas e corte o restante em tiras finas.

3- Tempere com o sal. Coloque tudo em um recipiente em possa ser colocada uma tampa ou prato que feche bem e aguente um peso, mais ou menos como uma forma de queijo, mas sem os furos. Prense bem para não ficar ar preso entre o repolho, coloque as folhas reservadas, a tampa e um peso por cima.
Deixe descansar em um local fresco e escuro por quatro dias.

3- Passados os quatro dias, retire a tampa e pressione com as mãos para tirar a água. Descarte a água e coloque o repolho em um pote hermético ou barrica de forma que o conteúdo preencha quase todo o recipiente, deixando cerca de um dedo entre a tampa e o conteúdo do pote.
Guarde o pote bem fechado em um local fresco e escuro, como antes. Aguarde pelo menos 15 dias para poder usar.

Dicas:
1- O chucrute fica mais saboroso com o passar do tempo, observando o prazo de validade de 6 meses.

2- Tenha muito cuidado com o processo de fermentação. As bactérias benéficas responsáveis pelo processo precisam de pouquíssimo oxigênio, razão pela qual o repolho deve ser bem prensado. Muito oxigênio (tampa inadequada, temperatura muito alta, pouco peso sobre a tampa) pode favorecer o crescimento de bactérias nocivas que farão o repolho apodrecer ao invés de fermentar.

3- As propriedades probióticas e a vitamina C desaparecem com o cozimento. Para contar com estes benefícios, consuma o chucrute caseiro cru. As opções disponíveis no mercado passam por pasteurização antes da embalagem e também não têm estes benefícios, salvo se houver instrução em contrário na embalagem.

Kümmel

Kümmel / Alcarávia. Foto: pxhere.com

As sementes desta planta são muito usadas na panificação para aromatizar bolos e pães, além de batatas, cenoura, couve, cogumelos e carnes. Condimenta queijos, salames, patê e saladas. A palavra alemã Kümmel deriva do latim cuminum, causando confusões com o cominho. O termo alcarávia deriva do grego káron, cujas origens são incertas, através do árabe al karawya. O nome italiano da alcarávia, comino tedesco ou cominho alemão, indica ser uma especiaria mais relacionada à culinária alemã. Especiaria picante e levemente adocicada, muito confundida com o cominho, o kümmel é originário da região compreendida entre o centro da Europa e a Ásia. Atualmente é cultivado no Leste Europeu, na Holanda e na Alemanha. É o tempero mais característico das culinárias alemã e austríaca e fundamental no preparo do licor holandês de mesmo nome. O kümmel é uma planta de até cerca de 60 cm, com folhas cobertas por uma penugem e flores brancas. Dela se utilizam principalmente os frutos, marrons, arqueados, rajados na parte externa e que guardam sementes aromáticas. As folhas e as raízes superiores entram no preparo de alguns pratos. Usado desde a Idade da Pedra, vestígios da especiaria foram encontrados em antigas paradas de caravana ao longo da Rota da Seda na Ásia. Na Europa, suas raízes eram comidas pelos romanos.
Outros Nomes: Alcaravia / Cariz / Cominho-Armênio / Cominho de Pão

Utilizando
A parte usada é a fruta. O kümmel é fortemente aromático. É fundamental no preparo do licor holandês de mesmo nome. Encontrados inteiros ou moídos, os frutos enriquecem o sabor de muitos legumes e são deliciosos com batatas, couve ou no tempero da manteiga. São usados para aromatizar pães, doces, sopas, carnes gordas, repolho, beterraba ou salsicha. No Leste Europeu acompanha queijos e tempera carnes e conservas de legumes. Na Inglaterra e na Hungria é muito popular em bolos e biscoitos. As folhas finamente picadas entram no preparo de saladas ou em pratos nos quais normalmente se usa salsa. As raízes cozidas são consumidas como legume.

Comprando
Os vidrinhos com o kümmel em sementes ou moído são encontrados em supermercados ou empórios. Verifique o prazo de validade no momento de comprar. Dificilmente encontram-se folhas e raízes de kümmel no país.

Conservando
Os frutos devem ser guardados em recipientes herméticos, em local arejado e protegidos da luz. As folhas e as raízes superiores podem ser guardadas na geladeira por pouco tempo.

Combinando
O aroma do kümmel não combina com muitas especiarias. Na Áustria e no sul da Alemanha misturam kümmel e alho para temperar carnes e legumes.

Preparando
O sabor característico dos pratos preparados no sul da Alemanha e na Áustria é obtido com a utilização desta especiaria, geralmente misturada ao alho para o preparo de carnes e vegetais ou pura nos pães. Outra utilização clássica pode ser observada no Chucrute (Sauerkraut) preparado com repolhos fermentados e junípero (Zimbro). No norte da África, especialmente na Tunísia, a alcarávia é utilizada no preparo de uma pasta apimentada chamada de harissa. Utilize o kümmel inteiro ou moído conforme as orientações da receita. Moa os frutos pouco antes de utilizá-los, pois seu aroma se perde rapidamente

Dicas
Os aficcionados utilizam o fruto inteiro mas o pó também é bastante aromático. Este tempero, se usado em excesso, pode parecer dominante e desagradável, devido ao seu aroma acentuado. Para reduzir este efeito, os frutos podem ser enrolados em um pedaço de pano ou em um saquinho de chá e removidos antes de servir o prato.

Uso Medicinal
Já foi utilizado no preparo de loções de combate à queda de cabelos, mastigado após as refeições e servido como chá para ajudar na digestão. Observação importante: Qualquer uso terapêutico deve sempre ser acompanhado por um médico.

Fonte: Fleishmann – Culinária doméstica

Quark

Quark é um tipo de queijo, também conhecido como Tvorog (do russo творог), Topfen (nome austríaco) e Biezpiens (nome letão). O Quark é feito com leite azedo que é  aquecido para quebrar as proteínas do leite até o ponto desejado e, então, prensado.

Os dicionários e alguns sites especializados costumam traduzir Quark como Coalhada ou como Queijo Cottage. É um produto branco e de consistência mole, semelhante a alguns tipos de queijo fresco. Não é semelhante à ricota pois os processos de fabricação são distintos. O Quark tem um teor de gordura menor do que os dos queijos cremosos e não leva sal na preparação.

Na Alemanha, o Quark é vendido em pequenas embalagens plásticas e, geralmente, é encontrado em duas variedades: Magerquark (Quark magro) e Sahnequark (Quark cremoso), acrescido de creme de leite. O Magerquark é mais usado para assar e na preparação de pratos. Já o Sahnequark é a base para uma variedade de sobremesas e pode ser encontrado acrescido de polpa de frutas (Früchtequark), ao estilo dos nossos iogurtes.

Nas receitas que levam Quark em sua preparação, é possível substituir por Queijo Cottage ou Mascarpone, mas esta substituição eleva o preço da receita. A Ricota e o Chancliche podem ser usados como opção, mas o sabor fica diferente do original. Outra opção é Iogurte dessorado (deixe o iogurte escorrer em um filtro de café por uma noite.

Nós não testamos (mas avisaremos aqui quando o fizermos), mas quem quiser pode tentar produzir o Quark em casa: em uma tigela, despeje 1 litro de leitelho e coloque-a em uma estufa ou no forno regulado para a temperatura mais baixa e com a porta entreaberta para que a temperatura interior fique em torno de 65 graus. Deixe lá por toda a noite. Na manhã seguinte, despeje o conteúdo em um coador de pano fino e deixe escorrer por 2 horas. Esta preparação rende cerca de 400g de Quark.

Quem não conseguir o leitelho, que é o que sobra da preparação da manteiga, pode fazê-lo acrescentando 1 colher (sopa) de suco de limão ou vinagre para cada xícara de leite fresco integral. Misture o leite no suco de limão e deixe descansar por pelo menos 10 minutos antes de usar. O leitelho fica um pouco mais espesso que o leite comum.

Vanillezucker (Açúcar de baunilha)

O Vanillezucker (açúcar de baunilha ou açúcar vanila) é um ingrediente muito comum na preparação de doces e sobremesas de várias culinárias europeias. Ele é feito com açúcar de confeiteiro e favas de baunilha e costuma ser encontrado em pacotes com 8 a 10 gramas.

Vanillezucker pode ser encontrado com alguma dificuldade no Sul do Brasil, em alguns grandes supermercados e em importadoras. Também é possível encontrar nas lojas de produtos para confeitaria uma versão mais simples do Vanillezucker, feito de açúcar e vanilina (Vanillinzucker, em alemão), o composto sintético que dá origem à essência de baunilha.

Em algumas receitas é possível substituir o Vanillezucker por essência de baunilha, na proporção de 1 colher de chá no lugar de um pacote. Mas a essência não é adequada para todas as receitas, por isso sugerimos a preparação em casa: para cada 2 xícaras de açúcar de confeiteiro acrescente 1 fava de baunilha (abra a fava no meio com uma faca e raspe o conteúdo com as costas da faca para o açúcar). Misture bem com um processador ou liquidificador. Guarde em um pote bem fechado e, de preferência, aguarde 1 ou 2 semanas antes de usar o açúcar para apurar o sabor e o aroma.

Também é possível usar açúcar refinado comum ou açúcar cristal. O Vanillezucker com açúcar de confeiteiro é mais comum para polvilhar por cima de bolos e biscoitos.

Zimbro

O Zimbro tem a aparência de uma pimenta, só que o bago é um pouco maior. Mais associado ao gim, o zimbro tem um sabor pungente e dá um excelente resultado em conservas, marinadas, carne de porco, aves e carnes de caça. Na Europa antiga servia para mascarar o aroma de carnes passadas. Era considerada uma planta mágica, sendo utilizada para afugentar demônios e espíritos malignos.

O zimbro vem do junípero, uma espécie de pinheiro nativo do norte da Europa, de regiões bem frias, que cresce até 5 m de altura. Suas folhas (como as do pinheiro) são pontiagudas, suas flores verde-amareladas e os frutos, de sabor entre o adocicado e o amargo, são redondos e escuros em formato de bagas, que nascem verdes e depois de três anos, período necessário para o amadurecimento, tornam-se arroxeados, quase pretos.

As bagas são carnosas, resinosas e dentro delas há três sementes extremamente aromáticas de sabor marcante. Bastante comum na culinária dos países escandinavos, o zimbro é mais conhecido por seu uso como aromatizante de bebidas, como o gim e a cerveja sueca. Mas pode ser empregado de várias formas. As bagas frescas – mais difíceis de serem encontradas – são mais indicadas para fazer conservas que acompanham carnes frias. As bagas secas (inteiras ou moídas) são usadas no preparo de patês e de marinados, em conservas, no Chucrute (Sauerkraut) e em pratos feitos com batatas. Mas são as carnes de caça as maiores beneficiadas com a adição do zimbro, perdendo o sabor forte, muitas vezes rejeitado.

Marzipã de Lübeck

Marzipã. Foto: wikipedia

O marzipã (também conhecido como Marzipan ou Maçapão) é uma massa de amêndoas e açúcar quase tão popular quanto o chocolate e de amplo uso na confeitaria para decoração. Por ser muito maleável, o marzipã costuma ser moldado na forma de frutas, animais ou simples bolas cobertas com chocolate ou glacê.

Ingredientes:

  • 100g de amêndoas
  • 120g de açúcar de confeiteiro
  • 1 colher de sopa de água de rosas
  • 1 colher de sopa de água
  • 1 colher de café de essência de amêndoas (opcional)

Modo de fazer:

  1. Misture os ingredientes secos
  2. Faça uma cavidade no centro e acrescente os ingredientes líquidos.
  3. Comece misturando os ingredientes secos da borda com os líquidos do centro usando um raspador ou uma colher de pau até que a consistência mude para uma farofa. A partir daí, amasse com as mãos até obter uma massa lisa e unida. Este processo é importante para que as amêndoas liberem seu óleo na massa.
  4. Faça uma bola, envolva em plástico filme e guarde em local fresco até a hora de usar.

Dicas:

  • Faça sua própria farinha de amêndoas. As farinhas compradas não têm sabor e normalmente têm teor reduzido de gordura, necessária para a receita. Se não puder fazer sua própria farinha, acrescente um pouco de óleo vegetal sem sabor ou óleo comestível de amêndoas à receita.
  • Para fazer sua própria farinha, escalde as amêndoas em água fervente para soltar as cascas. Espalhe as amêndoas sem pele em uma forma e coloque em forno baixo até que sequem. Espere esfriar e moa as amêndoas com a ajuda de um processador. Quanto fina a farinha, melhor.
  • A água de rosas tem sabor forte. Experimente usar uma quantidade menor e experimente a massa antes de decidir usar a quantidade recomendada na receita. Se não tiver o ingrediente, substitua por água.

Kartoffelpuffer

Kartoffelpuffer - panquecas de batata. Foto: Wikipedia

Kartoffelpuffer é a tradicional panqueca de batata encontrada não só na cozinha alemã e iídiche como também, com ou sem variações, em boa parte da Europa Central e Oriental. Versátil, kartoffelpuffer acompanha pratos agridoces à base de carne e até como sobremesa, servida acompanhada de Apfelmus ou geleia. Também pode ser consumida acompanhada de uma salada verde.

Esta receita rende 4 porções.

Ingredientes:

  • 1kg de batata asterix ou outra que não solte muito líquido
  • 1 cebola grande
  • 1 ovo jumbo (ou dois ovos grandes)
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 pitada de noz moscada
  • Manteiga sem sal e óleo vegetal quanto baste para fritar

Modo de fazer:

  1. Lave, descasque e rale as batas em um ralador de legumes fino ou no processador de alimentos. Retire todo o líquido que sair das batatas raladas.
  2. Rale as cebolas.
  3. Misture as batatas e cebolas raladas com o ovo e a farinha de trigo. Tempere com sal e noz-moscada.
  4. Molde a panqueca com a ajuda de uma colher de sopa, despeje na frigideira e use a colher para tornar a parte de cima da panqueca mais plana. Frite por 4 minutos de cada lado ou até dourar. Repita a operação em cada panqueca.
  5. Coloque as panquecas prontas no forno (até 100 graus) para mantê-las quentes até a hora de servir.